A República Oriental do Uruguai é um Estado da América do Sul, entre o Brasil e a Argentina, com 176 215 km2 e 3 400 000 habitantes, tendo por capital Montevideu.
Desde a fundação, em 1724, de Montevideu, o futuro território do Uruguai foi o ponto de contacto entre o mundo espanhol (Argentina) e o mundo português (Brasil). Quando, em 1810, José Artigas, o "pai da pátria", sublevou o Uruguai, defrontou-se com um e com outro.
Em 1820, foi derrotado em Tacuarembó pelos exércitos portugueses e teve de refugiar-se no Paraguai; mas deixou atrás de si um programa nacionalista e o núcleo irredutível de um movimento que, fortalecido pela arbitragem interessada da Grã-Bretanha, levou em 1828 à independência do Uruguai, Estado tampão.
Isto não impediu a Argentina de tentar recuperar essa antiga província oriental; a "Grande Guerra", que eclodiu em 1838, foi marcada pelo interminável cerco de Montevideu (1843-1851). Em seguida, foram os brasileiros que inetrvieram na vida do país e apoiaram contra os liberais os conservadores, que, abandonados pelo Brasil, perderam o poder em 1865. O caudilho liberal Venancio Flores (1809-1868) promoveu então a entrada do Uruguai na guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1865-1870).
O poder foi confiado, à maneira suíça, a um conselho executivo colegiado de nove membros - três dos quais eram obrigatoriamente membros da oposição: foi esse conselho que governou o país de 1917 a 1933, depois de 1951 a 1966. Mas o bom andamento desse sistema está ligado à prosperidade; ora, em 1931, a grande crise económica atingiu duramente o Uruguai, país exportador; assim, de 1933 a 1942, o país conheceu um regime militar. A crise fez-se novamente sentir em 1955.
Em 1972, subiu ao poder Juan María Bordaberry, que foi superado pelo exército; este instaurou um regime de excepção, suspendeu o parlamento em proveito de um conselho de Estado, dissolveu os sindicatos, proibiu os partidos de esquerda e acabou por depor Bordaberry (Junho de 1976), substituído por Aparício Méndez.
A 1 de Setembro de 1981, assumiu a presidência o general Gregório Álvarez, eleito pelo Conselho da Nação.
("Nova Enciclopédia Larousse", edição Selecções do Reader's Digest)
Em 1984, realizaram-se eleições presidenciais, vencidas por Julio María Sanguinetti, do Partido Colorado, a que sucedeu, em 1989, Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional. As dificuldades económicas e a grande inflação obrigaram à aplicação de uma política de austeridade, que teve reflexo em inúmeras greves.
A intranquilidade sindical manteve-se no início da década de 90, protestando contra o enorme aumento da inflação (que chegou a 81 % em 1991) e o programa de privatizações do governo (e a tomada de posições pelos investidores estrangeiros argentinos e brasileiros). A pressão levou a um referendo, em que a política governamental foi derrotada.
No início de 1993, uma nova moeda (o peso uruguaio) substituiu o "novo peso", com uma paridade de 1000 para 1, ao mesmo tempo que eram anunciadas novas medidas de austeridade. No final de 1994, seria reeleito presidente Julio María Sanguinetti.
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