A 23 de Abril de 1519, estabeleceu o seu testamento, nomeando herdeiro dos seus desenhos, manuscritos e instrumentos, o seu discípulo Francesco Melzi, assim como o serviçal Salai, os seus “irmãos” florentinos e os pobres e igrejas de Amboise.
A 2 de Maio de 1519, em Cloux, falecia Leonardo, tendo sido sepultado no claustro da igreja de São Florentino o corpo do “noble millanois et premier peintre er ingénieur du Roy, meschanischien d'estat et anchien directeur de peinture du duc de Milan”.
Leonardo declarou-se a si próprio, entre a ironia e o conhecimento das suas próprias limitações e interesses, um “uomo senza lettere” (homem sem estudos); um contra-senso para aquele que é considerado o inventor das ciências modernas fundamentadas no método que se basearia na experiência e nas matemáticas, a par de pintor extraordinário, em última análise, um diletante em matérias culturais e científicas.
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