22 abril 2004

PEDRO ÁLVARES CABRAL – A VIDA E A VIAGEM (III)

PACabralDe qualquer forma, Pedro Álvares Cabral apenas permaneceria em terra (na actual Baía Cabrália, na costa da Bahia) durante cerca de 10 dias, em que estabeleceu contactos com os índios, tendo sido também celebradas algumas missas.

Contudo, antes de retomar caminho para Oriente, via Cabo da Boa Esperança, a 2 de Maio, mandou erguer um padrão de pedra, tendo entretanto despachado um navio para Portugal (a nau de Gaspar Lemos) com a importante notícia do descobrimento (“achamento”) do Brasil, uma carta escrita por Pêro Vaz de Caminha.

Durante o percurso até à Índia, a armada perde mais cinco navios devido a uma tormenta de vinte dias ao largo do cabo da Boa Esperança, com furiosos vendavais e um mar agitado: quatro deles naufragaram, tendo perecido todos os tripulantes, incluindo Bartolomeu Dias, o primeiro a ter realizado o feito de “dobrar” esse cabo (em 1487); enquanto que uma nau se afastou, apenas se vindo a juntar novamente a Pedro Álvares Cabral em Cabo Verde, já aquando do regresso.

Depois de se deter algumas vezes na costa leste de África (em Sofala, Moçambique e Melinde), apenas seis naus avistariam Calecut, a 13 de Setembro de 1500.

Pedro Álvares Cabral procurava estabelecer uma feitoria em terra; contudo, muitos dos seus ocupantes portugueses acabariam por ser massacrados. O capitão português retaliou, queimando as embarcações muçulmanas que se encontravam no porto e bombardeando a cidade, sem conseguir contudo submeter o Samorim.

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