De entre muitos outros, destaca-se o semi-heterónimo Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros, que sempre viveu sozinho em Lisboa.
Era, em muitas coisas, parecido com Álvaro de Campos.
É um semi-heterónimo porque não tinha a personalidade do autor, não sendo contudo diferente, mas uma “simples mutilação dela”, correspondendo a Pessoa “menos o raciocínio e a afectividade”.
Embora surgisse ao poeta “sempre que estava cansado ou sonolento”, com uma prosa de constante devaneio, revela, no “Livro do Desassossego”, uma extrema lucidez na análise da alma humana.
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