28 fevereiro 2004

ÁLVARO DE CAMPOS

Álvaro de Campos nasceu em Tavira em 1890, sendo um homem bastante viajado. Também discípulo de Alberto Caeiro, em derivação oposta de Ricardo Reis.

Depois de frequentar o liceu, formou-se em engenharia mecânica e naval em Glasgow, na Escócia, tendo, nas férias, feito uma viagem pelo Oriente, com base na qual escreveria, no Canal do Suez, o poema “Opiário”, dedicado a Mário de Sá-Carneiro (escrito antes da “influência do mestre Alberto Caeiro”).

Viveria depois em Lisboa, não exercendo, por opção própria, qualquer profissão, dedicando-se à literatura, participando também em polémicas políticas, sendo o autor do “Ultimatum”, um manifesto contra os literatos instalados. Mantinha inclusivamente polémica com o próprio Pessoa.

Fisicamente, era “entre branco e moreno, tipo vagamente de judeu português, cabelo, porém, liso e normalmente apartado ao lado, monóculo”. Era alto e magro, com tendência a curvar-se.

Numa visita ao Ribatejo, conheceria Alberto Caeiro, de quem se tornou discípulo, mas do qual se viria a afastar, privilegiando a sua vertente modernista e futurista, celebrando o ritmo frenético das máquinas e a velocidade, de que resulta também a escrita da “Ode Triunfal”.

É o heterónimo que mais se aproxima do seu criador, quer fisicamente, quer no pensamento. Terminaria em angústia, entediado, desencantado e cansado da vida.

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